Nos dias 23 e 24 de abril estive participando do “Fórum Água em Pauta”, em Fortaleza (CE). Por lá, juntamente com um grupo de outros 30 jornalistas de diferentes cidades do Brasil, debatemos sobre um assunto pertinente no Nordeste, ou seja, a problemática da água. A promoção da Revista Imprensa, com apoio do Governo do Estado do Ceará, surtiu efeito. Os profissionais, todos ligados às questões de ambiente e sustentabilidade ouviram com atenção a realidade do povo nordestino, mas especialmente como o Ceará está superando o problema de escassez de água. Para se ter uma ideia, aquele povo que vive num clima semiárido, e sofrendo com as constantes secas, encontrou uma alternativa: construir barragens gigantescas (represas) para armazenamento de água. Assim, diversas cidades do Ceará, incluindo, obviamente Fortaleza, têm a garantia de abastecimento através do esforço da comunidade que poupa como pode, aliado ao do Governo Cearense e o Federal. Na verdade, o que se vê por lá, é uma grande indústria da água. Todos os lagos artificiais construídos têm total proteção e conservação. Afinal, é a garantia deles da própria sobrevivência.
E em Santa Catarina
Em nosso Estado, o contraponto é diferente. Enquanto a população desfruta ainda de rios e água em abundância, alguns poucos demonstram preocupação e atuam na conservação. Sinto a necessidade de chamar atenção de todas as nossas autoridades e também da população em geral, para que, comecem a trabalhar urgentemente em projetos de proteção de fontes e mananciais, além de outros cuidados com os nossos recursos hídricos de maneira generalizada, se não quisermos mais à frente, no futuro, de ter que correr para impedir coisa pior. O povo do Ceará está de parabéns. Obviamente tanto apreço pela água, vem das dificuldades em tê-la. Aqui temos e muita, mas também não se vê ninguém ou como disse, poucos estão atuando e pensando em medidas de proteção, mas sem atingir a necessária consciência dos usuários. E aí entram, além das pessoas em suas residências, as empresas. Daqui para frente, como formador de opinião e conhecedor de outra realidade, a nordestina, no que tange à água, acho que vou atuar mais fortemente na questão.






